Padreadores do Canil Vento Crioulo!

Matrizes do Canil Vento Crioulo!

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                                                                     CIMARRON URUGUAIO

Cachorro crioulo, perro cimarrón, perro criollo, perro gaucho, são alguns dos nomes atribuídos ao Cimarrón Uruguayo, ou simplesmente Cimarron (chimarrão*).

Descendente dos cães trazidos pelos colonizadores europeus, no período do descobrimento das Américas, o Cimarron é o resultado dos cruzamentos entre galgos, mastins, lebréis e, provavelmente, o Cão Fila de São Miguel, o qual se sugere como base da raça.

Considerando que os cruzamentos entre as raças mencionadas foram espontâneos, sem intervenção humana direta, podemos dizer que a constituição desses animais é fruto de seleção natural, a qual destaca apenas os indivíduos melhor sucedidos para serem os constituintes da próxima geração.

No final do século XVIII, a exploração bovina era o alicerce da economia local, e o couro o principal produto. A carne não tinha o mesmo destaque.

Com alimentação farta e de fácil acesso, a população de cimarrones teve um expressivo aumento, trazendo transtornos aos habitantes daquela época.

Em 1792, por ordem do Vice Rei, Marquês de Loreto, mais de 300.000 cães foram mortos. Havia recompensa em ouro para cada animal abatido.

A partir de 1840, a atividade na área rural tomou novo rumo, passando a dedicar esforços à produção de lã. As fazendas, agora cercadas, passaram a ser "visitadas" pelos cimarrones que perambulavam pelas redondezas, como verdadeiros cães selvagens. A ameaça à produção era evidente.

A pressão dos fazendeiros sobre o governo resultou no estabelecimento de um limite para a quantidade de cães, com a eliminação seletiva do excedente.

Porém, uma quantidade importante desses animais, algumas fêmeas com filhotes, escaparam da matança e buscaram refúgio nas matas nativas do nordeste uruguaio. Alguns desses sobreviventes e seus descendentes acabaram sendo reaproveitados em tarefas de proteção e pastoreio nas fazendas.

Única raça natural do Uruguai, a partir do final dos anos 60, criadores do país decidiram torná-la oficial. Em 1988, fundaram a Sociedad Criadores de Cimarrón Uruguayo (SCCU), e no mesmo ano, com a participação do Kennel Clube Uruguay, escreveram o primeiro padrão.

Em 10/04/2006, foi publicado o padrão oficial do Cimarrón Uruguayo, segundo a Fédération Cynologique Internationale (FCI).

 

* Aquele que um dia domesticado, volta ao estado selvagem.

 

Nosso agradecimento especial ao amigo Antônio Augusto M. Fernandes, pelas informações prestadas.


TABELA DE COMPORTAMENTO

COM O DONO

Ficar no colo, sem querer sair

Regular

Deixar-se abraçar

Muito alta

Manter-se por perto

Muito alta

Moldar-se ao estilo de vida

Muito alta

Buscar afeto

Muito alta

Obedecer

Muito alta

"Conversar"

Muito alta

Ter disposição para brincar

Alta

Submeter-se

Alta

COM CRIANÇAS

Buscar afeto

Alta

Aceitar ser perturbado sem avançar

Alta

Ter disposição para brincar

Alta

COM MEMBROS DA FAMÍLIA

Fazer e aceitar convites para interação

Muito alta

Demonstrar intimidade

Alta

ATIVIDADE

Mover-se e correr sem estímulo

Alta

Aceitar ficar sozinho sem ser destrutivo

Regular

Excitar-se estimulado por ruídos

Regular

AMBIENTE INTERNO

Adequar-se, sem precisar de exercício extra

Baixa

BARULHO

Ter autocontrole para evitar latidos desnecessários

Muito alta

COM CÃES DA CASA

Aceitar cães do sexo oposto

Alta

Aceitar cães do mesmo sexo

Regular

COM GATOS

Aceitar gato, não tendo convivido com um

Baixa

AMBIENTE EXTERNO

Adequar-se, sem precisar de exercício extra

Muito alta

EQUILÍBRIO

Ter estabilidade emocional

Muito alta

PROTEÇÃO

Latir dando alerta

Muito alta

Rejeitar estranhos na ausência dos donos

Muito alta

Atacar provável invasor

Muito alta

ADESTRABILIDADE

Aprender comandos básicos

Muito alta

Aprender hábitos de higiene

Muito alta

INTELIGÊNCIA

Ser hábil para solucionar problemas

Muito alta

Ter esperteza para perceber situações

Muito alta

Tendências observadas em indivíduos adultos da raça: o temperamento varia de acordo com cada animal.

Informações extraídas da revista Cães & Cia.